Um convênio firmado entre o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun) e o Centro Universitário FIPMoc e as Faculdades Integradas Funorte tem permitido que os acadêmicos de medicina saiam da graduação ainda mais preparados para o mercado de trabalho, pois podem vivenciar as atividades realizadas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergências – SAMU Macro Norte.

A parceria entre as instituições se iniciou em 2012 e já preparou cerca de 1.500 estudantes de medicina em urgência e emergência. O estágio consiste em tutorias do Suporte Básico e Avançado de Vida concedidas pelo Núcleo de Educação Permanente do SAMU. Além das aulas teóricas, onde se aprende todos os métodos aplicados nas emergências clínicas e traumáticas, como a avaliação do paciente, uso do desfibrilador, técnicas de imobilização e transporte do paciente, e contenção de hemorragias, dentre outros.

Dentro da ambulância, o acadêmico passa a fazer parte da equipe, seguindo sempre as orientações do médico. O estagiário participa de todo o resgate, dos primeiros socorros à reanimação do paciente, caso seja necessário, até o transporte ao hospital indicado pela Regulação Médica. Tripulando as ambulâncias os alunos aprendem a lidar com as adversidades do serviço móvel de urgência e emergência.

A acadêmica Samara Aparecida Martins Dias Silva, 25 anos, já está no 12º período do curso de medicina, na Funorte, e acredita que o estágio foi uma de suas experiências mais incríveis durante a graduação. “Além do ensinamento, de saber entrar em uma ambulância, conduzir uma ocorrência, se apresentar à vítima numa situação totalmente caótica – porque quando você fala no serviço pré-hospitalar você chega a um ambiente que não sabe muito bem como vai ser – então, tudo isso te traz uma experiência, uma maturidade importante como profissional, como acadêmico, como médico! Além disso, o estágio no SAMU me possibilitou o contato com a pesquisa através do NEP. Nesse período, consegui desenvolver uma pesquisa que, inclusive, usei como trabalho de conclusão de curso que foi muito elogiado pela banca examinadora”, disse lisonjeada.

A estudante Rafaela Oliveira Santos Dias Guimarães, que também tem 25 anos e está no 12º período do curso de medicina, mas pela UNIFIPMoc, vê o estágio como a parte mais importante da vida acadêmica. “O estágio do SAMU, para mim, foi um dos melhores da faculdade porque, principalmente, eu trabalhei com equipes muito boas, médicos muito bons, enfermeiros muito bons, uma equipe que a gente sabe que poderia contar! Eu parabenizo sempre a equipe do SAMU, porque é um trabalho maravilhoso, um trabalho digno, um trabalho que exige muito, mas a satisfação de poder ajudar o outro está acima de tudo”.

Segundo o Coordenador do NEP, Ubiratam Correia Lopes, setor responsável pela monitoria dos estudantes, afirma que, com o passar dos anos, houve reestruturação no projeto onde foi criada uma grade curricular para que o estágio se tornasse ainda mais completo. “Essa vivência para eles aqui no SAMU também é extremamente importante para nós, porque esse acadêmico que está aqui, hoje, daqui a seis meses ele que será o plantonista no hospital que estará recebendo nossos pacientes, ele que estará solicitando transferências, e nós temos uma grande quantidade de profissionais médicos do SAMU que são oriundos do estágio aqui. Então, é muito importante que nós inserirmos esses acadêmicos no contexto do SAMU”.

A diretora executiva do Cisrun, Kely Cristina de Moura Lacerda, lembra que os estudantes dos cursos de medicina das instituições de ensino superior parceiras podem realizar estágio no SAMU. São cerca de 250 vagas por semestre e o estudante deve se estar cursando os últimos períodos do curso. Já o presidente do Cisrun, Silvanei Batista Santos, se mostra satisfeito com o retorno que a iniciativa vem apresentando e com o comprometimento e a consciência dos próprios acadêmicos sobre os benefícios do estágio para suas carreiras. “A missão do SAMU é salvar vidas, mas não é “só” isso. A multiplicação do conhecimento entre os profissionais da saúde, estudantes e população em geral também é uma de nossas metas”, conclui.


Por Jane Felix
Assessora de Comunicação
SAMU Macro Norte
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