Numa iniciativa da Superintendência Regional de Montes Claros (SRS) juntamente com o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), Santa Casa de Montes Claros, Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e Central de Regulação de Leitos, o Norte de Minas será a primeira região do Estado a contar, já a partir deste ano, com um protocolo e fluxo específico para atendimento de pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A iniciativa tem como objetivo viabilizar a implantação da Rede AVC do Norte de Minas e a capacitação de profissionais nas nove microrregiões de saúde.

No próximo dia 30 a proposta do protocolo e fluxo de atendimento da Rede AVC será apresentada aos membros do Comitê de Urgência. Caso seja aprovado, dia 1º de dezembro a proposta será validada em reunião da Comissão Intergestores da Região Ampliada de Saúde (Cira).

Na última quarta-feira, 23, foi realizada reunião entre representantes da SRS de Montes Claros, Cisrun, Central de Regulação de Leitos e da Santa Casa, oportunidade que foram avaliadas propostas para organização da Rede AVC. A superintendente regional de saúde, Patrícia Aparecida Afonso Guimarães Mendes destacou a importância da união de esforços entre as instituições de saúde que atuam na região, levando-se em conta que a definição de um protocolo e fluxo de atendimento a pessoas vítimas de AVC precisa levar em conta a realidade dos serviços de saúde e as especificidades da região norte-mineira.

“A implantação da Rede AVC representa uma grande evolução dos serviços de saúde do Norte de Minas mas, para que o serviço traga resultados positivos no atendimento da população é preciso que, tanto as secretarias municipais de saúde e os profissionais que atuam em toda a rede de urgência e emergência, estejam devidamente alinhados para que cada segmento desempenhe sua função com eficiência”, frisou Patrícia Guimarães.

O coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Samu Macro Norte, Ubiratan Lopes Correia também destacou a importância da implementação de ações articuladas pela Superintendência Regional de Saúde com outras instituições que atuam na rede de urgência e emergência do Norte de Minas, levando-se em conta que as demandas são muitas.

Na oportunidade Ubiratan Correia revelou que somente no período de setembro de 2015 a setembro deste ano o Samu Macro Norte atendeu quase mil casos suspeitos de acidente vascular cerebral. “Como em grande parte dos casos os pacientes foram transferidos para Montes Claros, onde se concentram os atendimentos de saúde de alta complexidade, a definição de protocolo e fluxo de atendimentos envolvendo o Samu e a rede hospitalar regional se constitui fator de fundamental importância para que seja possível salvar vidas”, observou Ubiratan.

O coordenador médico do Samu Macro Norte, Daniel Silva Ramos explicou que em todo o mundo o acidente vascular cerebral se constitui na segunda maior causa de mortes e, por isso, a implantação da Rede AVC do Norte de Minas se constitui fator importante por estar localizada numa região de grande extensão territorial e população aproximada de 1,5 milhão de habitantes.

O médico explicou que a implantação da Rede está sendo viabilizada com aporte de, aproximadamente, R$ 1 milhão disponibilizado pelo Rotary International. A Santa Casa de Montes Claros está preparando ala de 20 leitos para atendimento de pessoas vítimas de AVC e a previsão é de que o serviço seja iniciado em janeiro de 2017.

Ainda segundo Daniel Ramos a partir da definição do protocolo e do fluxo de atendimento às vítimas de AVC, o Samu Macro Norte iniciará, a partir de dezembro, a realização de oficinas de capacitação de profissionais de saúde que atuam em todos os hospitais de Montes Claros. Já a partir de janeiro de 2017 as oficinas de capacitação serão realizadas nas microrregiões de saúde do Norte de Minas.

O médico da Central de Regulação de Leitos, Maquieden Durães Viriato destacou que a organização da Rede AVC possibilitará aos profissionais de saúde de toda a região ter a definição de um fluxo claro de atendimento de demandas, o que atualmente não existe. “Essa situação acaba causando impactos em toda a rede de urgência e emergência, incluindo o Samu, Central de Regulação de Leitos e os hospitais”, concluiu Maquieden.

Fonte: Pedro Ricardo – ASCOM SRS Moc

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