A parada cardiorrespiratória acontece quando há uma interrupção da circulação sanguínea, decorrente da suspensão súbita dos batimentos cardíacos. Apesar do conhecimento popular da gravidade da parada cardíaca, poucas pessoas sabem como proceder diante da situação. Assim, o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun)/SAMU Macro Norte, através de seu Núcleo de Educação Permanente (NEP), realizou o Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar, neste sábado (18), no Montes Claros Shopping.

O objetivo da ação foi levar conhecimento gratuito para que mais pessoas saibam como agir e salvar vidas, pois cerca de 90% das vítimas de parada cardíaca morrem antes de chegar ao hospital e a execução de procedimentos adequados de reanimação cardiopulmonar pode triplicar as chances da vítima sobreviver. O Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar está em sua terceira edição, em Montes Claros, e recebeu, este ano, cerca de 400 pessoas, entre elas crianças, adultos e idosos.

O coordenador do NEP, Ubiratam Lopes Correia, explica que, durante o evento, não foi falado apenas de reanimação caldiopulmonar, mas também sobre como prevenir uma obstrução de vias aéreas ou uma parada cardíaca. “As pessoas chegaram aqui sem nenhum tipo de conhecimento e saem nos agradecendo e dizendo que, agora, eles conseguem ao menos identificar uma parada cardíaca e acionar o socorro o mais rápido possível”, revela o feedback instantâneo que recebe das pessoas que participam da atividade.

Manequins próprios para treinamento e panfletos informativos auxiliaram os instrutores, que eram médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem do SAMU, além de acadêmicos de medicina. Gisele, de 8 anos, e o pai, o engenheiro agrimensor Dally Caldeira Caetano, passeavam pelo shopping e resolveram participar da ação: “Eu achei muito interessante o que eles estão fazendo pra ajudar a salvar a vida das pessoas que estão em perigo”, destacou a menina.

A estudante Náthale Príscila Oliveira da Mata Mendes, 18, que estava acompanhada por mais de 40 companheiros do Clube de Desbravadores Águia de Haia também participou das atividades do Dia da Reanimação Cardiopulmonar. A jovem falou da importância de aprender as técnicas de reanimação e disse que já presenciou seu pai tendo parada cardíaca mais de uma vez: “Só que eu era pequena e não sabia o que fazer. Então, hoje, se ele tivesse uma parada cardíaca perto de mim, eu saberia reanimá-lo, enquanto eu ligasse para o SAMU”, revelou. “Eu também tenho vontade de fazer medicina, então, vai ser um avanço pra mim o que aprendi aqui, pois, quando eu chegar lá, já vou ter uma ideia do que será ensinado”, acrescentou.

A diretora executiva do Cisrun, Kely Cristina de Moura Lacerda, destaca que, no caso de um para cardíaca, por exemplo, a execução de procedimentos adequados, antes da chegada da equipe de socorro, pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte do paciente. A diretora também lembra que o SAMU realiza regularmente ações para capacitar os seus profissionais e os trabalhadores de outros órgãos parceiros do setor da saúde e, esporadicamente, essas ações também são abertas ao público em geral. “Os interessados devem acompanhar as atividades do SAMU pelo site oficial e pela fanpage no Facebook”, conclui.

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